Rosa dos ventos
Eu quero ser a rosa que despenca ao pé do horizonte azul.
Mais que um passarinho, eu contorno as horas e me roubo as caras, os lençóis, o sul.
E livre de juízos, e dos prejuízos, vou.
E a minha rosa dos ventos, ela é mais que torta, ela é a toda prova, que o amor, sou eu.
Se um dia eu tentei me desviar do que eu ainda não sei.
Foi puro medo ou mágoa. Tanto desmazelo, que nem vale a pena, levantar poeira. Eu tentei.
E a vida foi girando. Nem sei pra que ângulo. Pra que direção.
Agente se encana, se acha, se perde. E chega uma hora. Em que assumo o meu quintal.
E vieram todos, que queriam a paz.
Porque a paz, em todos, é mais, que o mais.
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